Congresso mantém veto ao fim do fator previdenciário, mas reajuste do Judiciário não é votado
Um dos temas mais polêmicos, que diz respeito ao reajuste dos servidores do Poder Judiciário, não foi votado por falta de quórum
Por falta de quórum, o pesidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), encerrou às 2h20min desta quarta-feira a sessão conjunta que apreciou os vetos da presidente Dilma Rousseff. Vinte e seis dos 32 vetos foram mantidos. Os outros seis, entre eles o que impede o aumento da remuneração dos servidores do Judiciário, não foram para votação.
Diante da disparada do dólar, que superou na terça-feira a barreira dos R$ 4, o Planalto optou pela votação para sinalizar mais confiança no reequilíbrio das contas públicas. Até então, o governo atuava para que a sessão não fosse realizada porque, somados, a derrubada dos vetos provocaria impacto de R$ 127,8 bilhões nos próximos quatro anos, anulando o esforço do ajuste fiscal.
Na sessão, que durou mais de cinco horas, 24 vetos foram votados de uma só vez, em cédulas de papel. À meia-noite e meia, Renan Calheiros anunciou que esses haviam sido mantidos. Para que um veto presidencial seja derrubado é preciso o voto de pelo menos 257 dos 513 deputados e 41 dos 81 senadores.
Itens mais polêmicos, como reajuste dos servidores do Judiciário, correção de benefícios para todos os aposentados e dedução do Imposto de Renda para professores, foram destacados — ou seja, votados em separado.

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