sábado, 21 de novembro de 2015

Agora amiguinho do PT Collor esbanja dinheiro público

Collor gastou mais de R$ 3 mi com cartões em 3 anos

Laudo da Polícia Federal mostra que gastos com três cartões de crédito entre 2011 e 2013 são incompatíveis com rendimentos declarados pelo senador no período

Wilson Dias/Agência Brasil
Senador Fernando Collor (PTB-AL) gastou mais de R$ 3 milhões com cartões de crédito entre 2011 e 2013
O senador Fernando Collor (PTB-AL) gastou entre 2011 e 2013 pouco mais de R$ 3 milhões, de acordo com laudo da Polícia Federal (PF). O valor corresponde à soma das faturas de três cartões de crédito do ex-presidente, e foi considerado incompatível com sua renda declarada à Receita Federal no período – cerca de R$ 700 mil – que consiste, basicamente, em seu salário de senador. De acordo com reportagem do jornal O Estado de São Paulo, o laudo com a análise dos rendimentos do parlamentar feito por peritos da PF foi finalizado em 25 de setembro.
O documento foi anexado ao inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) em que o senador é investigado por suspeita de envolvimento no esquema de corrupção descoberto pela Operação Lava Jato. Collor gastou quase cinco vezes mais do que declarou ter recebido para pagar as faturas dos cartões de crédito no período analisado. “A movimentação com o cartão é incompatível com os rendimentos declarados”, diz o laudo.
Collor é sócio das empresas Água Branca Participações, TV Gazeta e Gazeta de Alagoas. Porém, entre 2011 e 2013 consta apenas o seu rendimento do Senado em sua declaração de imposto de renda. O documento da PF mostra um “montante expressivo” de empréstimos contraídos pelo parlamentar junto à TV Gazeta de Alagoas que ajudam a esclarecer o aumento de seu patrimônio. No entanto “há indícios de empréstimos fictícios”, dizem os peritos, que também consideram “desproporcional” o valor milionário dos empréstimos contraídos por alguém que detém apenas 12,28% da TV.
Na última quinta-feira (19), outro laudo da PF apontou que parte da frota de carros de luxo do senador foi paga com dinheiro com indícios de propina,  repassado pelo doleiro Alberto Youssef.
A assessoria do senador informou que “todos os gastos e despesas realizados pelo Senador Fernando Collor – inclusive aqueles realizados com cartões de crédito – são categoricamente compatíveis com os recursos por ele recebidos nos anos de 2011 a 2013”. A nota também ressalta que os empréstimos contraídos com a TV Gazeta “são absolutamente verdadeiros”, e argumenta que o laudo da PF não é isento nem objetivo. “Os peritos  teceram livremente conjecturas de natureza subjetiva, amparadas em não mais que presunções, o  que rigorosamente não têm lugar em laudo que pretenda ser minimamente técnico e que faça jus ao nome”, diz a assessoria.
Leia a reportagem completa no jornal O Estado de São Paulo

Acharam até maconha na barraca dos companheiros da CUT

Dia ‘D’ para acampamentos anti-Dilma no Congresso

Em vídeo, grupos acampados há semanas nos arredores do Parlamento divergem sobre ordem de desocupação: grupos como MBL prometem “resistência pacífica”, mas há quem fale em reação armada. Prazo para saída termina no início da noite de hoje, mas haverá tolerância de horário

Fábio Góis
Calmaria de véspera: acampados têm de debandar até o início da noite deste sábado
A atenção de boa parte da imprensa estará voltada, neste fim de semana, para os arredores do Congresso. Mais precisamente para as áreas gramadas integradas aos espelhos d’água em frente ao prédio e, mais adiante, para o descampado diante ao Palácio do Itamaraty. É nesses dois pontos que dois acampamentos pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff, um deles com defensores do que chamam de “intervenção militar constitucional”, esperam a chegada de forças da segurança pública para a operação de desocupação do local.
Os autodenominados “militaristas” prometem resistência à ordem de retirada – um deles, identificado como Felipe Porto, chegou a avisar que ele e seus colegas recusam qualquer debandada pacífica e que partirão para o confronto com forças de segurança. “Vamos resistir. Estamos armados e, se houver isso [determinação de retirada], vai haver uma carnificina aqui”, disse, na última quinta-feira (19), o membro do grupo pró-intervenção militar. Ao Congresso em Foco, no entanto, colegas de acampamento de Felipe disseram que tudo não passou de bravata, que a declaração foi um “erro”, e que o grupo não tem líder – logo, ele não poderia falar em nome dos acampados.
Na área mais próxima ao Congresso, reina a calmaria entre os membros do outro grupo de manifestantes anti-Dilma – no auge da mobilização, eram cerca de cem barracas e tendas no local, mas agora esse número não chega a três dezenas. Mas a ideia é resistir. Nesta entrevista em vídeo ao site, o coordenador do Movimento Brasil Livre em Minas Gerais, o empresário Pedro Cherulli, 61 anos, diz que a tendência do grupo é deixar a área gramada em frente aos prédios da Câmara e do Senado, onde está acampado há cerca de um mês. Mas com a certeza de que haverá “resistência pacífica” entre os manifestantes anti-Dilma, e sem que seja cumprido o prazo estipulado por autoridades da República – o início da noite de hoje (sábado, 21).
Congresso em Foco apurou junto à Polícia Legislativa do Senado que um período de “tolerância” será dado até a manhã do próximo domingo (22), extrapolando-se em algumas horas o tempo acertado para a saída. Já a ordem do Governo do Distrito Federal é cumprir o prazo dado para a desocupação, que deve ser executada no início da noite de hoje. Se necessário, com uso de força policial.
“Prefeito” do acampamento, Pedro diz neste vídeo abaixo que os acampados deixarão o local aos poucos, e que provavelmente ainda estarão no local durante todo o domingo (22), quando já terá expirado o prazo de desocupação. A entrevista foi concedida à reportagem no meio do que restou da tribo de ativistas, de onde o empresário olhava uma tenda da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e dizia que, enquanto a estrutura lá estivesse, o MBL não sairia dali.
A ordem de desocupação tem 48 horas para ser cumprida e foi determinada no início da noite de quinta-feira (19), após reunião dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Nos últimos dias, ocorrências policiais chamaram a atenção e expuseram o risco de confrontos violentos entre grupos favoráveis e contrários ao impeachment de Dilma.
Mas, se de um lado o acampamento encabeçado por grupos como MBL e Revoltados Online estão em marcha de debandada, os chamados militaristas anti-Dilma estão determinados a permanecer acampados. Eles alegam estar dentro do prazo de 30 dias que, dizem, foi-lhes dado para acampar no local. Rollemberg, por sua vez, garante que o grupo não tem autorização do Governo do Distrito Federal (GDF) para acampar em qualquer ponto da Esplanada dos Ministérios. Apenas os cerca de 800 metros quadrados de área gramada em frente ao Congresso estão sob responsabilidade da instituição, ao passo em que todo o restante do gramado ao centro da Esplanada, a partir de uma alameda de bandeiras de estados brasileiros, estão sob guarda do GDF.
Entre os militaristas, a ordem é de resistir, e só deixar o local depois do “devido processo legal e uma ordem judicial”. Foi o que disse ao Congresso em Foco, neste vídeo abaixo, o policial civil maranhense Marcelo Penha, 42 anos, espécie de líder informal do grupo – que, paradoxalmente, diz não admitir liderança única entre seus integrantes.
Marcelo foi um dos dois policias flagrados, na última quarta-feira (18), disparando arma de fogo durante a Marcha das Mulheres Negras, na área entre os dois acampamentos. Depois doincidente, Marcelo foi detido para averiguação e prestou depoimento na Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal, onde ficou preso há até poucos instantes antes da gravação deste vídeo. Ele alega ter agido em defesa de colegas durante o ato das mulheres negras, promovido com o apoio de deputadas e senadoras. No “acampamento militar”, recebe tratamento de herói por supostamente ter salvo, com os tiros que desferiu para cima, uma mulher ameaçada de agressão por grupos pró-Dilma.
Teatro de operações
Nos últimos dias, além de Marcelo, outro policial foi detido ao fazer disparos entre manifestantes. Em outro episódio, a polícia encontrou tabletes de maconha na tenda armada no gramado em frente ao Congresso por membros da CUT, que chegaram ao local na quarta-feira (18), mas já levantaram acampamento. O assunto foi discutido no Plenário da Câmara entre Cunha e o presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Paulo Pimenta (PT-RS).
Fábio Góis
Tenda da CUT já desocupada: apreensão de drogas
Mas, além dos disparos a esmo, outra ocorrência deixou autoridades de segurança pública sob alerta. Na última quinta-feira (12), um manifestante anti-Dilma foi preso com um verdadeiro arsenal de combate em seu carro, estacionado em via paralela ao gramado do Congresso: além de uma pistola calibre .380, 12 cápsulas despray de pimenta, 16 instrumentos perfuradores de coco, um canivete de modelo conhecido como soco-inglês e um bastão de madeira.



Os episódios, a pressão de parlamentares e, finalmente, a decisão conjunta põe fim à resistência de Cunha em concordar com a retirada – o deputado foi o responsável pela autorização para que os grupos acampassem no local, o que é proibido por ato conjunto do próprio Congresso, assinado em agosto de 2001 pelos então presidentes da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), e do Senado, Edison Lobão (PMDB-MA). Diante dos acontecimentos, Cunha se viu obrigado a recuar depois que, por meio de nota, Rollemberg defendeu a retirada de todos os acampados do local. Antes, o próprio Renan já havia defendido a desocupação.
“O Governo de Brasília alerta para o risco iminente de conflitos de graves consequências. Para evitar novos confrontos, o governo entende que todos os grupos de manifestantes devem ser retirados das duas áreas conjuntamente. Assim, o governador Rodrigo Rollemberg está em contato com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em busca de um entendimento para que a ação de desocupação de toda a área ocorra o mais rápido possível”, diz trecho final da nota.
Colaborou Luma Poletti.

Nem satanás entende a incoerência do PT.. que agora santifica Cunha

Planalto boicotou votação de 

processo contra Cunha

Operação consistiu no pedido para que petistas esvaziassem primeira reunião do Conselho de Ética para deliberar sobre processo de cassação. Segundo O Globo, Jaques Wagner (Casa Civil) capitaneou articulação. Ministro nega

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Articulação para aliviar Cunha tem apoio do Planalto, diz O Globo
O comando do Palácio do Planalto emitiu um chamado para que três deputados do PT membros do Conselho de Ética se ausentassem, na quinta, (19), da primeira reunião para analisar o processo de cassação que corre contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no colegiado. Segundo reportagem do jornal O Globo, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, reuniu-se com um grupo de líderes da base aliada do governo na noite anterior à sessão do Conselho, interrompida por uma manobra de Cunha com a ajuda do membro do segundo-secretário da Mesa Diretora, Felipe Bornier (SD-RJ), para negociar o apoio ao peemedebista. Cunha está formalmente denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro, depois de investigação Operação Lava Jato.
Segundo a reportagem, entre os parlamentares convocados para a reunião no Planalto estão o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), e os colegas Maurício Quintella Lessa (PR-AL), André Moura (PSC-SE) e Jovair Arantes (PTB-GO) – este, um dos principais aliados do peemedebista (“Estou com Cunha até debaixo d’água”, disse ao Globo, em reportagem publicada em 17 de outubro). Durante a reunião, Jaques Wagner telefonou para os petistas Zé Geraldo (PA), Léo de Brito (AC) e Valmir Prascidelli (SP), membros do Conselho, pedindo para que eles não fosse à reunião do colegiado, quando deveria ter sido apreciado o parecer pela admissibilidade do processo contra Cunha.
“Brito viajou para o Acre, mas Zé Geraldo e Prascidelli se recusaram a faltar ao conselho, alegando serem publicamente favoráveis à cassação de Cunha. No entanto, aceitaram a contraproposta feita pelo ministro de somente comparecerem se houvesse quorum, o que acabou ocorrendo”, informa o jornal fluminense, acrescentando que a reunião no Planalto foi realizada por volta das 22h, segundo um dos participantes.
Embora negue publicamente, o governo teme uma retaliação imediata do deputado caso sua situação se complique ainda mais no âmbito da Lava Jato. A principal preocupação do Planalto é que Cunha autorize abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, tarefa que cabe ao presidente da Câmara, caso sua cassação seja recomendada pelo Conselho de Ética, por exemplo. Como o Congresso em Foco revelou em primeira mão, o peemedebista liberou 11 pedidos de impedimento presidencial no mesmo dia em que anunciou rompimento pessoal com a gestão petista.
Ainda segundo a reportagem, assinada por Simone Iglesias, os líderes negociaram com Jaques Wagner o apoio do governo a uma pena alternativa ao presidente da Câmara, responsável pela pauta de votações da qual depende o governo. Foi cogitada a hipótese de suspensão temporária do mandato em vez da cassação, por exemplo – situação em que o peemedebista deixaria o comando da Casa e ficaria proibido de relatar projetos, entre outras atribuições, por um período de até seis meses. A possibilidade é assegurada pelo artigo 14 do Código de Ética e Decoro Parlamentar.
Jaques Wagner negou a articulação e disse ter deixado o Planalto na quarta-feira às 21h30, depois de reunião para tratar de vetos presidenciais, em curso no Plenário da Câmara naquela ocasião. “Não liguei para ninguém. Não é verdade. Conversei com líderes do governo sobre votações de vetos”, assegurou o ministro, por meio de sua assessoria. “O Globo conversou na tarde desta quinta-feira com dois líderes da base – um deles, presente à reunião – que confirmaram o teor da conversa no palácio sobre a situação de Eduardo Cunha”, completa o jornal.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Blindando Cunha e Dilma Congresso aprova tudo

Congresso mantém veto ao reajuste dos aposentados pelo percentual do mínimo




Gustavo Lima/Câmara dos Deputados
Sessão do Congresso Nacional para a análise e votação de vetos presidenciais
Deputados e senadores votaram diversos vetos presidenciais na sessão desta quarta-feira
O Congresso Nacional manteve, nesta quarta-feira (18), o veto ao reajuste dos benefícios de aposentados e pensionistas da Previdência Social pelo mesmo percentual aplicado ao salário mínimo. Na votação feita pela Câmara dos Deputados, houve 211 votos contrários e 160 a favor. O mínimo para derrubar o veto é de 257 votos. Assim, não ocorreu a votação no Senado.
Esse foi um dos quatro vetos mantidos em votações nominais. Ao sancionar o projeto de lei de conversão da Medida Provisória 672/15, convertendo-a na Lei 13.152/15, a presidente Dilma vetou a extensão da atual política de valorização do salário mínimo às aposentadorias e pensões maiores que um mínimo. Para o salário mínimo, a regra vigente foi prorrogada até 2019.
Dessa forma, aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo continuarão contando apenas com a reposição da inflação, sem nenhum ganho real.
O salário mínimo é reajustado pela variação positiva do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes mais o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior.
A estimativa do governo era de que a regra provocaria um aumento de R$ 11 bilhões nas despesas da Previdência se o veto caísse.
Potenciais beneficiários
Durante o debate sobre o veto, os deputados contestaram os números sobre quantos aposentados seriam beneficiados.
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) contestou os números do governo, e disse que apenas 9 milhões dos 23 milhões de aposentados seriam beneficiados. “Grande parte dos outros já recebeu em algum momento mais de um salário, mas foram achatados pelos reajustes que não são suficientes”, disse.
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que não é possível dar um mesmo reajuste a todos os aposentados, mas explicou que o salário mínimo, tendo ganhos reais, garante aos aposentados que o recebem ou que venham a recebê-lo um reajuste sempre maior. “Estamos votando porque queremos a saúde da Previdência”, afirmou.

Confira os outros vetos analisados:
Mantidos:
- veto 42/15: item que exclui do Projeto de Lei 5735/13 o financiamento empresarial de campanhas eleitorais;
- veto 43/15: impede a prorrogação de 2015 para 2020 do aproveitamento da isenção do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) pelas empresas instaladas no Nordeste e na Amazônia; e
- veto 38/15: barra a alíquota de 1,5% que incidiria sobre a receita bruta do setor têxtil em substituição à alíquota de 2% prevista para vigorar em dezembro no âmbito da desoneração da folha de pagamentos.
Derrubados:
- veto 42/15: item que barrava o voto impresso para conferência na urna eletrônica a partir das eleições gerais de 2018;
- veto 33/15: item que barrava a aplicação do prazo de 15 dias para que bancos transfiram a estados e municípios recursos de depósitos judiciais segundo condicionantes.
A última vez que o Congresso Nacional havia derrubado um veto presidencial ocorreu em março de 2013, quando deputados e senadores rejeitaram um veto à Lei dos Royalties.

Todo cuidado com as gestantes é pouco


Estagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes
Parceria entre faculdades e SEMDES tem fortalecido os vínculos das comunidades
Estagiárias de Serviço Social que atuam no CRAS da Vila João Reis realizaram nesta sexta-feira (20/11), junto com equipe do centro, a culminância do projeto de intervenção com as gestantes. O objetivo era ensinar as futuras mamães a confeccionarem objetos de decoração para o quarto do bebê e lembrancinhas para serem distribuídas na maternidade.

Ao todo 15 mulheres participaram. Jaqueline Neves estava no encerramento da oficina com seu bebê recém-nascido, Victor Emanuel. “Fui até o fim da oficina, gostei bastante de ter feito minha própria lembrancinha” – comenta.
Imagem: SemdesEstagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes(Imagem:Semdes)Estagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes 
A oficina foi idealizada pelas estudantes Marlene Santana e Eridan Mendes – as duas provenientes da FAEPI. O planejamento e a execução foram acompanhados e avaliados pela professora orientadora. “O que nos fez pensar nesse projeto foi a grande demanda de gestantes carentes e adolescentes da região. Consideramos também ensinar algo que elas pudessem reproduzir e até ser um meio de renda e de aprendizagem. Acredito que essa ação ajuda a enriquecer o CRAS, tira muitas mulheres das áreas de risco. Também esclarecemos sobre a importância do planejamento familiar e de ter conhecimento dos direitos delas” – explica a acadêmica Marlene Santana.
Imagem: SemdesEstagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes(Imagem:Semdes)Estagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes 
A assistente social do CRAS, Rosa Cristina Gomes, agradeceu a assiduidade das alunas, já que muitas moram longe, até mesmo na zona rural, e mesmo assim se esforçaram para participar. “Desenvolver um trabalho desses contribui muito para a comunidade e também para o aperfeiçoamento profissional das estudantes” – finaliza.
Imagem: SemdesEstagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes(Imagem:Semdes)Estagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes 
“O programa de estágio conta com o amplo apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDES), que estabelece convênios com faculdades e universidades de Teresina e Timon, especialmente estudantes de Serviço Social e Psicologia, que têm a oportunidade de colocar os conhecimento em prática e dar sua contribuição para a melhoria da sociedade” – explica o secretário, Aristóteles Mesquita.
Imagem: SemdesClique para ampliarEstagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes(Imagem:Semdes)Estagiárias do Cras Vila João Reis finalizam oficina com gestantes 
Ainda de acordo com Rosa Gomes, estudantes da Faculdade Adelmar Rosado (FAR) serão as próximas a iniciarem intervenções e auxiliarem o CRAS nas tarefas diárias.

Cultura também dá tiurismo

Timon é incluído no Projeto Mais Cultura e Turismo
A notícia veio durante a realização da X Semana de Teatro do Maranhão, onde Timon esteve representada pelo Humanitas - Grupo de Teatro
Desde 2013, a Prefeitura de Timon tem se esforçado para institucionalizar as políticas públicas de cultura da cidade. “Os resultados têm feito com que o município avance em suas conquistas, sendo incluído em um sistema não apenas estadual, mas também nacional, uma vez que foi criado o Sistema, o Conselho e o Fundo Municipal de Cultura, a partir de debates e Conferências envolvendo poder público e sociedade civil organizada”, explicou o presidente da Fundação Municipal de Cultura de Timon (FMC), Jairo Araújo. Isso criou o espaço ideal para que a cidade fosse incluída na rota do Projeto “Mais Cultura e Turismo”. 

O “Mais Cultura e Turismo” é um projeto do Governo do Maranhão, realizado por meio das Secretarias de Estado da Cultura (Secma) e a de Turismo (Setur). A proposta é incentivar a descoberta de novos talentos e ocupar espaços públicos com uma programação voltada à população local, valorizando assim o cenário cultural da cidade e reafirmando o compromisso de ampliar o acesso a atividades de cultura e lazer. 
Imagem: HumanitasCena do espetáculo Quando o Amor é assim e não assado(Imagem:Humanitas)Cena do espetáculo Quando o Amor é assim e não assado 
A notícia da inclusão do município no projeto veio durante a realização da X Semana de Teatro do Maranhão, em São Luís, realizada no período de 9 a 15 de novembro, onde Timon esteve representada pelo Humanitas – Grupo de Teatro, com o espetáculo “Quando o Amor é assim e não assado”. Somando-se às condições favoráveis apresentadas por Timon e às reivindicações que já haviam sido feitas à Secretaria Estadual pela Fundação Municipal de Cultura de Timon (FMC) durante a realização de Conferência em outubro deste ano, a participação do Humanitas em uma mesa de debate sobre Políticas Públicas Culturais rendeu à cidade sua inclusão na rota do Mais Cultura e Turismo.

“Para nós é uma satisfação imensa. Somos um grupo atuante há 15 anos em Timon. Temos respaldo para representar nossa cidade e ficamos felizes em conseguir incluir Timon dentro deste cronograma da Secretaria de Estado da Cultura”, comemora o diretor do grupo Humanitas e ator, Júnior Marks. 
Imagem: HumanitasCena do espetáculo Quando o Amor é assim e não assado(Imagem:Humanitas)Cena do espetáculo Quando o Amor é assim e não assado 
A visita técnica da equipe da Secretaria Estadual da Cultura está prevista para março de 2016, garantiu a Superintendente de Difusão e Ação Cultural da Secma, Jô Brandão.

“Quando o Amor é assim e não assado”

O espetáculo “Quando o Amor é assim e não assado” é baseado em livro homônimo de Júnior Marks e já participou de diversos festivais, inclusive internacionais. Tanto o espetáculo quanto a peça possuem o apoio da Prefeitura municipal de Timon, que acredita que apoiar iniciativas da sociedade civil organizada é a forma mais democrática de beneficiar a população.

A participação do Humanitas – grupo de teatro na X Semana de Teatro do Maranhão foi bastante ativa. A princípio, o grupo conquistou duas críticas sobre o espetáculo apresentado, elaboradas por grandes nomes da Cultura maranhense. Um deles é Urias de Oliveira, ator maranhense radicado na Europa e homenageado da semana. O outro é José Neres, ocupante da cadeira de número 36 da Academia maranhense de letras. 
Imagem: Humanitas

Comemoração também é "Coisa de Nego"

Timon comemora o dia da consciência negra com atividades educativas
Tema é discutido em encontro de formação de professores e é celebrado por alunos da rede municipal
No dia 20 de novembro, é comemorado, nacionalmente, o Dia da Consciência Negra. Em algumas cidades do país hoje é feriado e em muitas escolas brasileiras o dia é lembrado com manifestações culturais e exposição sobre o tema. Em Timon, a Secretaria Municipal de Educação está propiciando um dia de muito conhecimento para os professores municipais, que encerram hoje a participação na “Formação para a educação das relações étnico-raciais e para o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena”. Desde quarta-feira (18/11), palestras são ministradas e mesas redondas com pesquisadores tratam dessa cultura tão vasta, capacitando professores a levarem o respeito e o conhecimento dessa cultura para as escolas. 
Imagem: COGECOMTimon comemora o dia da consciência negra com atividades educativas(Imagem:COGECOM)Timon comemora o dia da consciência negra com atividades educativas 
O dia é também de muitas festividades para os alunos da escola Ney Rodrigues, que nos turnos manhã e tarde estarão vivenciando e realizando apresentações culturais. Segundo Maria do Socorro, supervisora da escola, durante quinze dias o tema foi trabalhado. “Hoje está acontecendo a Feira do Conhecimento, que é a culminância do projeto ‘Cultura de paz na escola’. Dentro do projeto vem sendo discutido com eles o dia consciência negra, o racismo, a cultura africana e os afrodescendentes e não poderíamos deixar de comemorar esse dia e todo o conhecimento que esse tema traz”, conclui. 
Imagem: COGECOMTimon comemora o dia da consciência negra com atividades educativas(Imagem:COGECOM)Timon comemora o dia da consciência negra com atividades educativas 
Pela manhã, houve apresentação das turmas do 8º ano, capoeira, música e comidas típicas, além de apresentação de banner sobre o racismo. No período da tarde, alunos do 7º ano também farão apresentações. 
Imagem: COGECOMTimon comemora o dia da consciência negra com atividades educativas(Imagem:COGECOM)Timon comemora o dia da consciência negra com atividades educativas 
Saiba mais sobre o Dia da Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. 

A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. (Fonte: http://www.brasilescola.com/sociologia/dia-consciencia-negra-heroi-chamado-zumbi.htm)
Imagem: COGECOM